|
Divulgação |
PRODUÇÃO EM SEIS EPISÓDIOS REVISITA A TRAJETÓRIA DO INVENTOR BRASILEIRO, DA INFÂNCIA EM MINAS GERAIS AOS EXPERIMENTOS QUE MARCARAM A HISTÓRIA DA AVIAÇÃO, E ESTREIA DOMINGO (18/10), ÀS 16H
Há 120 anos, o famoso avião 14-bis, criado por Santos Dumont, realizava seu primeiro voo público em Paris, no dia 23 de outubro de 1906. Em celebração à data, a TV Cultura estreia neste domingo, dia 18 de outubro, a minissérie Santos Dumont, que resgata o legado e a genialidade do inventor brasileiro. A produção, com seis episódios, vai ao ar semanalmente, às 16h.
A minissérie acompanha Santos Dumont desde a infância nos cafezais de Minas Gerais até a consagração nos aeroclubes de Paris, na virada do século XIX para o XX. Interpretado por João Pedro Zappa na fase adulta, o inventor personificou as grandes transformações da época ao transitar entre o Brasil e a França.
A produção utilizou palácios no Rio de Janeiro e ruas de Petrópolis para recriar a Paris da Belle Époque e refez o histórico voo do 14-bis com uma réplica do avião.
Além de explorar sua genialidade mecânica, o sonho de voar, materializado nos dirigíveis e no histórico 14-bis, e sua alma de poeta, a narrativa aborda a personalidade reservada do aviador, os desafios na Europa, o preço da fama e a melancolia de seus últimos anos.
Santos Dumont tem direção de Estêvão Ciavatta e Fernando Acquarone, com roteiros de Pedro Motta Gueiros e Gabriel Mariani Flaksman. O elenco é composto por João Pedro Zappa, Guilherme Soares, Léo Wainer, Lisa Eiras, José Araújo, Miguel Pinheiro, Thierry Tremouroux, Pedro Alves, Bruna Scavuzzi e Jean Pierre Noher.
Em 2020, a minissérie venceu o prêmio internacional Telly Awards nas categorias Cinematografia e Entretenimento.
Sinopses dos episódios
Episódio 1 – Le Petit Santos
Do interior de São Paulo a Paris da Belle Époque, somos apresentados às muitas faces de Alberto Santos Dumont. Criança intrépida na fazenda de café, descobriu nos livros de Jules Verne o desejo de voar. A busca por esse sonho o leva ao ateliê do balconista Lachambre, em Paris, onde Santos Dumont começa a experimentar uma ideia jamais realizada até então: o dirigível. Sua ousadia e seu pioneirismo no voo controlado prenunciam novos tempos nos céus de Paris e do mundo.
Episódio 2 – O Prêmio Deutsch
Henri Deutsch, um dos fundadores do Aeroclube de Paris, anuncia uma corrida em volta da Torre Eiffel. Quem decolar de St. Cloud, contornar a Torre Eiffel e voltar ao ponto de partida em menos de 30 minutos será condecorado com um prêmio de 100 mil francos. Essa enorme quantia causa indignação entre a classe operária, e o Aeroclube passa a sofrer forte pressão da opinião pública. Em um golpe de mestre, Santos Dumont anuncia que doará seu prêmio aos pobres e operários de Paris caso seja o vencedor.
Episódio 3 – Por Ares Nunca Dantes Navegados
Após deixar o Aeroclube de Paris, Santos Dumont é convidado para uma corrida aérea na Exposição Universal de St. Louis, iluminada pela genialidade de Thomas Edison. Mas uma sabotagem ao dirigível de Dumont faz com que ele volte a Paris para prosseguir seus experimentos. Diante da pressão de sua tia para casar-se, Aída decide tomar seu destino em suas próprias mãos ao trocar as luvas de renda por outras de mecânico.
Episódio 4 – Mais pesado que o ar
A morte de seu mestre, Henri Lachambre, parece ter abalado severamente Santos Dumont. Os jovens talentos Blériot e Voisin trabalham em um projeto de avião, ou seja, um “mais pesado que o ar”, enquanto Santos se recolhe ao ócio. O Prêmio Archdeacon promete coroar o primeiro a voar uma distância superior a 25 metros com um “mais pesado que o ar”. Trabalhando às escuras, Santos Dumont desenvolve o que será sua criação mais famosa: o 14-bis.
Episódio 5 – O Voo da Libélula
Após vencer o Prêmio Archdeacon, Santos Dumont parecia não ter mais nada a conquistar. No entanto, o Grande Prêmio de Aviação revela uma nova estrela da modalidade: o jovem piloto Henri Farman. De volta ao Brasil, Santos Dumont é louvado por suas conquistas e pela criação do 14-bis. Com seu avião Demoiselle, Santos Dumont chega perto da perfeição, com máximo controle e liberdade. Mas é preciso ficar atento: qualquer distração pode causar danos irreparáveis.
Episódio 6 – Ícaro
As atrocidades perpetradas pela Primeira Guerra Mundial suscitam em Santos Dumont um sentimento de culpa por sua indelével contribuição ao desenvolvimento das aeronaves. As tensões decorrentes da guerra aumentam; Nuno é convocado pelo Exército francês, enquanto Santos Dumont tem sua casa revirada pelas autoridades. Para fugir do conflito, refugia-se em Petrópolis, onde prepara o projeto mais sigiloso de sua carreira.
