Texto da novelinha vertical ‘Onde está a boiadeira?’


GLOBO

Por Fernanda Brasil 
Mistério, romance e reviravoltas marcam a nova jornada da cantora Ana Castela e de Gael (André Luiz Frambach), personagens de 'Coração Acelerado', que agora ganham uma trama própria em formato vertical na novelinha ‘Onde está a boiadeira?’. Produzido pelos Estúdios Globo, com criação e texto de Paula Amaral e supervisão de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, o microdrama, que será lançado nesta segunda-feira, dia 22, acompanha uma aventura que começa a partir da decisão dos dois protagonistas de pegar a estrada de carro sem destino definido, para viver momentos a dois longe dos holofotes da mídia. 
Na trama da novela das sete, a cantora interpreta a si mesma e ele é o sobrinho de Irene (Fernanda Pimenta), criado nas fazendas dos Amaral. Gael passa a morar na mansão da família em Bom Retorno, a convite de Seu Alaor (Marcos Caruso), para estudar e aprimorar seus conhecimentos sobre os negócios da família, e logo na chegada, chama atenção de Ana Castela. Aos poucos, os dois vão se aproximando e acabam se envolvendo. 

Na trama vertical, Gael está sozinho na mansão Amaral quando Ana Castela aparece. Ele adora a surpresa! A cantora explica que teve uma brecha na agenda e convida o rapaz para fazer uma viagem. Com 20 capítulos, o microdrama começa com o desejo de um passeio leve e romântico, mas ganha contornos de tensão. Ana e Gael param em uma pousada de beira de estrada, e ela é reconhecida por Fábia (Susana Vieira), dona do estabelecimento, que chama a atenção de todos sobre a chegada da artista. Atendendo a pedidos das pessoas que estão no bar, a cantora começa um pequeno show, rapidamente interrompido pela chegada da dupla de influenciadores digitais Talita Mendes (Luellem de Castro) e Tino (Victtor Hugo Maia), que correm para o local para um furo de reportagem.
Ao perceber a presença de ambos, Ana e Gael fogem dali, pegam a estrada sob forte chuva e acabam sofrendo um grave acidente de carro. Ainda desacordados, são separados em circunstâncias misteriosas. Enquanto Gael luta para encontrar ajuda em meio ao isolamento das estradas, Ana desperta sob os cuidados de Letícia (Duda Batsow), uma jovem aparentemente gentil, mas que esconde intenções obscuras. Aos poucos, a protagonista percebe contradições no comportamento da anfitriã e descobre pistas que revelam uma obsessão perigosa. Presa em uma situação de risco, Ana precisa usar sua intuição para escapar. Enquanto isso, o desaparecimento da cantora preocupa Gael e intriga Talita, que procura Juliana (Catarina de Carvalho), sua assessora, para saber “Onde está a boiadeira?”.  
“Em 'Coração Acelerado', Ana Castela e Gael formam um casal muito carismático. Para a novelinha, desenvolvi uma narrativa com uma vilã, a Letícia, enfrentando a Ana, e criando uma situação em que o Gael precisasse salvá-la. A nossa vilã tem uma relação com o Gael, o que dá mais profundidade para o conflito”, declara a autora Paula Amaral. A narrativa explora não apenas o perigo e a adrenalina, mas também o desejo da protagonista de viver experiências fora do olhar público, ainda que isso tenha consequências inesperadas. “A história de “Onde Está a Boiadeira?” se conecta diretamente com 'Coração Acelerado' a partir da própria trajetória destes dois personagens já apresentada na novela. A novelinha retoma o desejo dos dois de estarem juntos, expandindo o arco da narrativa do casal. Além disso, a presença de personagens como Talita e Tino reforça essa continuidade. Assim, a novelinha funciona como um desdobramento desse universo, ampliando o que já foi visto em 'Coração Acelerado'.”, explica o diretor Carlos Araújo. Com uma trama que mistura suspense, romance e thriller psicológico, ‘Onde está a boiadeira?’ reafirma o potencial do formato vertical para contar histórias intensas e envolventes. 

A produção de mais uma novelinha ligada à trama de uma novela da TV Globo reforça a aposta da emissora na dramaturgia e nas novelas como experiências multiplataforma, que acompanham o público onde ele estiver. Um gênero multiformato, que expande suas narrativas para além das telas tradicionais e se consolida como essencialmente multigeracional, conectando diferentes idades em torno de histórias que emocionam, provocam conversas, estimulam reflexão e levam entretenimento de qualidade a milhões de brasileiros todos os dias. “Com ‘Onde Está a Boiadeira?’, avançamos na construção de uma dramaturgia cada vez mais conectada com os hábitos do público, orientada por interesse, conversa e participação. O formato vertical  fortalece ‘Coração Acelerado’ em uma estratégia multiplataforma, guiada tanto por estratégia quanto pela resposta em tempo real das pessoas. Mais do que um novo produto, é a expressão de um ecossistema de conteúdo que segue transformando histórias em fenômenos culturais e que reforça o nosso compromisso de inovar a partir da escuta e da conexão genuína com o público.”, explica Larissa Régia, gerente de Marketing da TV Globo.  

A novelinha ‘Onde está a Boiadeira?’ é produzida pelos Estúdios Globo, criada e escrita por Paula Amaral, com supervisão de texto de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, direção artística de Carlos Araújo, direção de Thiago Valente e produção de Juliana Castro. A direção de gênero é de José Luiz Villamarim. 

ENTREVISTA AUTORA PAULA AMARAL
 
Como surgiu a ideia da novelinha 'Onde está a boiadeira?' ?
A ideia partiu da Izabel de Oliveira e da Maria Helena Nascimento, que trouxeram a proposta de fazer uma novelinha. O direcionamento inicial era que fosse com a Ana Castela. A partir disso, pensei em dar continuidade a uma trama do universo de 'Coração Acelerado', onde ela e o Gael formam um casal muito carismático. Achei interessante desenvolver uma narrativa com uma vilã enfrentando a Ana, criando uma situação em que o Gael pudesse salvá-la. A Letícia tem uma relação com o Gael, o que dá mais profundidade para o conflito. 
Quem são personagens que essa trama apresenta?
Tem a Letícia (Duda Batsow), uma menina que traz um mistério, a Fábia (Suzana Vieira), dona da pousada que eles decidem parar para pernoitar na estrada. Além delas, entram na história outros dois personagens já conhecido em 'Coração Acelerado', que são a Talita, o Tino e a Juliana, assessora da Ana.
Por que a escolha de trazer Talita e Tino, de 'Corcação Acelerado', para a narrativa?
Eles são personagens que têm mobilidade na história e funcionam bem dentro dessa lógica de repercussão, de buscar notícia, de acompanhar o que está acontecendo. A Talita, especialmente, com esse perfil de influenciadora e caçadora de furo, dá um ritmo interessante para a trama. 
Você faz parte do time de colaboradores de 'Coração Acelerado'. Como se deu esse envolvimento e a inspiração para construir essa nova narrativa com a Ana Castela ?
 
Eu assumi a autoria da novelinha porque, ao colaborar com a novela, acabei me envolvendo muito com o universo da Ana Castela. Passei a acompanhar mais o trabalho dela, vi o quanto ela é carismática e isso me inspirou diretamente na escrita. Ela entrou muito aberta na novela e, pelo que soube, ficou muito feliz com o resultado.
Ao mesmo tempo que está colaborando com a novela, você é autora da novelinha, podendo vivenciar os dois formatos simultaneamente. Qual a principal diferença entre eles?
A principal diferença é que a novela vertical tem a necessidade constante de ganchos. É uma narrativa que precisa prender a atenção o tempo todo. A cada página e meia, você precisa criar um momento que leve o espectador para o próximo episódio. É um ritmo muito mais acelerado do que o da novela tradicionalTudo fica mais direto: os diálogos são mais enxutos, a ação é mais rápida. É como se você acelerasse e freasse o tempo todo, sempre construindo tensão e encerrando em um gancho. 
Esse é o seu primeiro trabalho no formato. Como está sendo a experiência?
É minha primeira novelinha e eu adorei. Escolhi trabalhar com suspense, inspirada em histórias como 'Louca Obsessão', porque esse gênero funciona muito bem com ganchos, o que curto bastante. É uma história que prende pela tensão, e isso combina muito com o formato curta e dinâmico. 
Podemos esperar momentos de muita tensão nessa história?
Sim, tem momentos de bastante tensão, quase um “terror leve”. Mas sempre com cuidado, porque a Ana Castela também tem um público mais jovem. Existe um equilíbrio entre criar suspense e manter uma narrativa que funcione bem para qualquer idade. . 
Você acredita que essa trama vai flertar com o público jovem?
Acredito que sim. Primeiro porque a Ana tem um apelo enorme com o público jovem, segundo, porque o formato vertical conversa diretamente com esse público. Além disso, o próprio título — “Onde está a Boiadeira?” — abre possibilidades de campanha e engajamento nas redes. 
É uma narrativa musical?
Não. Nossa protagonista é a Ana Castela, a cantora, a popstar. Mas a trama chama a atenção para o desejo dela de viver alguns momentos como Ana Flávia. Quando Ana convida o Gael para uma road trip, ela busca sair dos holofotes, curtir o anonimato com o rapaz que ela gosta e que desde o início enxergou a mulher e não a artista. Apenas no início da história devemos um pequeno show da Ana Castela. Depois, a história se volta totalmente para o suspense. 
O que você destaca dessa história?
A química entre a Ana Castela e o Gael, interpretado pelo André Luiz Frambach. Ele traz uma vulnerabilidade e um heroísmo que funcionam muito bem. A trama fica muito centrada nessa relação e nesse resgate, o que dá bastante força para a narrativa. 

ENTREVISTA DIRETOR ARTÍSTICO CARLOS ARAÚJO
 
Como foi experimentar a direção no formato de novela vertical?
Fazer novela em formato vertical foi uma experiência que me surpreendeu muito. Trabalhar com capítulos curtos, de dois a três minutos, trouxe uma dinâmica diferente e desafiadora. Minha principal preocupação foi manter a atmosfera e o clima da narrativa, sem perder a minha linguagem. No fim, acabei curtindo bastante a proposta e acredito que as novelas verticais vieram para ficar, é uma linguagem que conversa diretamente com os hábitos e o ritmo dos dias de hoje. É muito gratificante, depois de tantos anos dirigindo, ter a oportunidade de experimentar um projeto diferente e aprender algo novo.
 
Pensando na dinâmica de direção, o que diferencia os formatos?
A principal diferença está na forma. O enquadramento, a escolha das lentes e os critérios mudam bastante, e o olhar precisa se adaptar ao vertical. Mas, no fundo, a essência continua a mesma, estamos contando uma história audiovisual, fazendo novela. O formato influencia a maneira de enquadrar e construir a narrativa, mas não é o mais importante. O principal é a história e como ela é contada. Ainda assim, o vertical traz desafios interessantes e também é muito divertido de explorar, justamente por exigir novas soluções criativas.
 
Por que apostaram no casal Gael e Ana Castela para protagonizar essa trama?
O casal Gael e Ana Castela já existe dentro da novela, e isso foi uma conexão muito importante com a trama. Existe um carisma natural entre os dois que ajudou a embasar a escolha. A Ana traz para a ficção uma autenticidade muito forte, enquanto o Gael complementa com ritmo, encanto e uma presença que valoriza ainda mais a dupla. Essa química, essa energia do casal, foi determinante para apostarmos nos dois como protagonistas.
 
De que forma ‘Onde está a boiadeira?’ e ‘Coração Acelerado’ dialogam? A novelinha é uma continuidade da trama novela das sete?
“Onde Está a Boiadeira?” se conecta diretamente com 'Coração Acelerado' a partir da própria trajetória da Ana Castela e do Gael, já apresentada na novela. A história retoma esse universo, especialmente a fase em que os dois vivem uma fuga e buscam momentos de liberdade, expandindo esse arco. Além disso, a presença de personagens como Talita e Tino reforça essa continuidade e cria uma ponte narrativa entre as duas tramas. Assim, a novelinha funciona como um desdobramento desse universo, aprofundando a história do casal e ampliando o que já foi visto em 'Coração Acelerado'.
 
Como tem sido trabalhar com Ana Castela? 
Trabalhar com a Ana Castela tem sido muito especial, está sendo uma experiência divertida e muito rica no set. O mais interessante é que, quando olho para ela, vejo a personagem, ela realmente incorpora a Ana Castela da ficção com muita verdade. Ela me surpreendeu bastante pela dedicação. Chega com o coração aberto, disposta a mergulhar profundamente em cada cena, e isso faz toda a diferença. A Ana tem uma entrega muito genuína, e é nesse mergulho que a magia acontece. Estou muito feliz de construir essa história ao lado dela e de acompanhar esse processo tão bonito como atriz.
 
Susana Viera estrelou muitas novelas de sucesso, como foi a estreia dela em uma novelinha? 
Susana Vieira é uma atriz que eu admiro muito e com quem já tive a oportunidade de trabalhar outras vezes. Quando li o roteiro, não pensei duas vezes: era ela. Havia uma vontade grande de vê-la nesse formato, e foi uma escolha muito acertada, ela trouxe força, carisma e se destacou também na novelinha, mostrando toda a sua versatilidade. O elenco como um todo foi essencial. A Duda, a Luellem, o Victtor Hugo e a Catarina foram escolhidos com muito cuidado e se entregaram completamente, com muita dedicação e sintonia. Mesmo com um processo intenso, já que gravamos tudo em uma semana , o grupo mergulhou junto na proposta. Foi uma experiência muito especial, com um elenco comprometido em contar essa história de forma leve, divertida e verdadeira.
Serviço 
‘Onde Está a Boiadeira?', a nova novelinha vertical da TV Globo, com 20 episódios. Lançamento no dia 22 de junho após a exibição do capítulo de 'Coração Acelerado'.

 – Estará disponível nos perfis da TV Globo:  

A partir de 30/06 no Globoplay – https://globoplay.globo.com/

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