Fundador do G4 conversa com Joana Treptow sobre empreendedorismo, construção de patrimônio, consumo, política, democracia e ídolos dos brasileiros
Um dos principais empreendedores do Brasil, Tallis Gomes, fundador e presidente do G4,a maior plataforma brasileira de soluções corporativas para PMes, é o convidado do episódio desta semana do podcast Imprevista, da TMC, apresentado por Joana Treptow. Em uma conversa direta e provocativa, ele apresenta sua visão sobre que ajudam a moldar o comportamento, as referências e os valores da sociedade brasileira.
Com uma visão crítica sobre quem são as personalidades alçadas a referências no país, Gomes afirma que o Brasil tem dificuldade em preservar heróis nacionais, como Ayrton Senna, enquanto transforma em modelos figuras que, segundo ele, não construíram uma trajetória associada à construção de valor para a sociedade.
Na conversa, o empreendedor também relaciona a influência cultural ao que chama de “adoecimento intelectual” do país. “Olha que dado assustador: o brasileiro lê, em média, menos de dois livros por ano. E estamos falando de uma média, porque a verdade é que a maioria da população não lê. Há ainda um dado que mostra que 53% declaram nunca ter lido um livro. Isso é muito grave, porque a leitura é um exercício importante para a intelectualidade, assim como ir à academia e levantar peso é importante para a saúde.”
Ao falar sobre trajetória empresarial e geração de riqueza, Tallis, que atingiu mais de 500 milhões de faturamento no G4 em 2025 e tem a meta de alcançar 1bilhão em 2027, defende que grandes patrimônios costumam ser resultado de alta dedicação e renúncia. “Eu não conheço absolutamente ninguém que construiu patrimônio que não tenha trabalhado pelo menos 80 horas por semana, que não tenha abdicado muitas vezes de estar com a família, que não tenha prejudicado a saúde para construir um nível de patrimônio de bilhões. Isso tem um custo muito alto”, afirma.
O fundador do G4 também diferencia trabalho, consumo e propósito. Segundo ele, bens de luxo não devem ser tratados como objetivo de vida, mas como possíveis recompensas ao longo de uma trajetória. “O trabalho é o meio, não é o fim. O objetivo é construir uma família estruturada, ser melhor. E, obviamente, se premiar ao longo do caminho com objetos de que você gosta não tem problema nenhum.”
A entrevista ainda aborda política, democracia e pensamento clássico. Tallis afirma que suas posições mais polêmicas partem de leituras e referências filosóficas, especialmente de Sócrates, Platão e Aristóteles. Para ele, o debate público brasileiro sofre com falta de repertório e dificuldade de defender ideias impopulares. “O Brasil está como está porque existe ausência de coragem de defender as ideias virtuosas”, afirma.
A entrevista com Tallis Gomes vai ao ar nesta quinta-feira, 27 de agosto, no canal da TMC no YouTube: Link, e no dial, no sábado, às 13h e às 22h, e domingo às 14h.
Imprevista é um podcast de conversas que se propõe a acessar as camadas reais de cada convidado, criando um espaço em que as respostas surpreendem até quem as dá. Apresentado por Joana Treptow, que também comanda o TMC 360, o programa recebe personalidades da política, da cultura e da sociedade.
