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No episódio de Na Palma da Mari: Entre Mulheres, a influencer Drica Divina e a médica ginecologista e obstetra discutem sintomas e qualidade de vida na transição menopausal
São Paulo, outubro de 2026 – “Eu sempre falo para as pacientes quando elas chegam apavoradas: ‘Meu Deus, acho que estou entrando na menopausa, que horror, eu não quero’. E eu digo: ‘Deixa eu te falar uma coisa boa: vai acontecer com todo mundo’. Só que sorte a nossa de ser dessa geração”, afirma a médica ginecologista e obstetra Dra. Erica Mantelli no próximo episódio de Na Palma da Mari: Entre Mulheres. Sob o tema “Perimenopausa: identificando os sintomas e lidando com as mudanças”, a médica e a influencer Drica Divina discutem os estigmas, as alterações hormonais e mentais, os desafios do sono, o ganho de peso e a importância da reposição hormonal individualizada nessa fase da vida. O episódio estreia no YouTube do CNN Pop nesta quinta-feira (22/10), às 20h, e vai ao ar na TV também nesta quinta (22), às 23h45. Ao refletir sobre os tabus que cercam o assunto, Drica Divina releva a falta de diálogo no passado e como as redes sociais ajudaram na busca por informação. “Eu tenho 56 anos e a minha mãe nunca falou de menopausa comigo. Aliás, menopausa era sempre um tabu, era um nome meio geral. Eu nem sabia da palavra ‘climatério’. E a gente está falando de sete anos atrás, muito pouco tempo. Foi através das redes sociais que comecei a compartilhar a minha experiência pessoal e, ao mesmo tempo, buscar informação. Hoje existe muito mais informação, mas ainda tem muita desinformação, estigmas e tabus”, declara. Dra. Erica Mantelli complementa que “pior foi com as nossas avós e bisavós, quando realmente nem se falava sobre isso. Hoje é possível viver bem, ter qualidade de vida, ter vida sexual, produzir, continuar trabalhando”. Sobre o impacto das transformações físicas e emocionais, Drica relata as mudanças abruptas que vivenciou ao entrar na menopausa aos 47 anos. “Eu engordei 15 quilos muito rapidamente, porque a mudança é muito abrupta. Você fica mais ansiosa, tem alterações hormonais e mentais, aquela sensação de desânimo, queda de libido, queda de massa magra. Então, em pouco tempo, você já não se reconhece mais”, desabafa. Drica conta que precisou ser mais gentil consigo mesma e passar por uma reconfiguração mental para entender sua nova realidade: “Eu mudei a minha vida, sou outra mulher”. Além disso, destaca que a adaptação no casamento exigiu inconformismo: “Eu me separei aos 42 anos e me casei novamente aos 45. Como é que você lida com isso? Eu pensava: ‘Vai ser isso para sempre?’. Então existe também esse inconformismo: não dá simplesmente para aceitar que acabou”. Dra. Erica Mantelli explica que a perimenopausa é o período que antecede a menopausa e que essa transição menopausal pode durar, em média, até dez anos, período em que o corpo já sinaliza alterações hormonais. A médica alerta que muitas mulheres aprendem a ignorar esses sinais por acharem que precisam dar conta de tudo: “Não é porque uma coisa é comum que você precisa aceitar como normal. Normal é ter qualidade de vida, viver bem”. Ela enfatiza a importância de um olhar integral para a saúde feminina: “A gente quer buscar qualidade de vida. Não é só sobre tratar exames. A gente não trata exames, a gente tem que tratar a mulher. Mulher é corpo, mente, espírito. A gente não é só mama e vagina, precisa ter uma visão global”. Ao abordarem os tratamentos e desafios diários, Drica Divina defende a reposição hormonal, ressaltando que o processo deve ser individualizado. “A reposição hormonal é quase uma sinfonia que demora para ser ajustada. Cada mulher vai ter uma necessidade e um acompanhamento diferente”, afirma. Ela aponta ainda o sono como seu maior obstáculo: “Para mim, o sono foi o maior desafio de todos é uma luta o tempo inteiro. E esse é o ponto: cada mulher vai ter sintomas diferentes”. Por fim, Dra. Erica lembra que, com a expectativa de vida atual em cerca de 80 anos e a média de entrada na menopausa aos 50, a mulher brasileira passa cerca de um terço da vida nessa fase: “Quanto mais informação tiver, entendendo que é possível viver bem, ter qualidade de vida, vida sexual e continuar trabalhando, melhor”. SERVIÇO Na Palma da Mari – Entre Mulheres
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