Podcast “Esse Tal de Caiapó” resgata e investiga apagamento de manifestação cultural caiçara de Ilhabela


Com acesso a pesquisa inédita iniciada nos anos 70 pela folclorista Iracema França, série de quatro episódios revela a história pouco conhecida de uma dança de origem negra, com influência indígena e mais de 100 anos de história

* Episódio de estreia vai ao ar no dia 8/10, no Spotify e principais tocadores de áudio

Caiapó: uma dança de origem negra, em que os dançarinos se vestem como indígenas  e dançam ao som de viola, pandeiro, tambor e rabeca. Batizada com o nome de um povo que hoje vive no Norte do Brasil, foi  um cortejo bastante conhecido em terras de Ilhabela, no litoral de São Paulo, mas que hoje em dia poucos sabem do que se trata. Os poucos que sabem, raramente falam sobre o assunto. 

Esta manifestação cultural caiçara  com mais 150 anos de história é o tema central do podcast “Este Tal de Caiapó”, dirigido e narrado em primeira pessoa pela documentarista e produtora cultural Juliana Borges, descendente de caiçaras de Ilhabela. Composto por quatro episódios, o programa será lançado no Spotify e principais tocadores de áudio no próximo dia 8/10 (quarta-feira). O trailer do podcast já está disponível aqui

A diretora parte de um material de pesquisa inédito dos anos 70 de autoria da sua tia-avó Iracema França (1919-2009), conhecida como Dona Dedé, uma das maiores pesquisadoras de cultura tradicional da região. 

A partir de anotações, fotos e áudios originais, Juliana vai em busca dos últimos caiçaras que ainda guardam lembranças do caiapó. “Meu interesse era investigar como uma manifestação cultural tão interessante e forte em Ilhabela caiu no esquecimento quase completo”, afirma Juliana. Com entrevistas, trechos das pesquisas da Dedé e áudios originais, o podcast desvenda origens do caiapó, resgata seu funcionamento e reflete sobre os motivos para seu apagamento da história oficial do litoral. Na página de instagram do projeto (@essetaldecaiapo), é possível conferir também uma série de fotografias inéditas da manifestação, pertencentes ao acervo de Iracema França. 

O podcast é uma realização da Ver Pra Crer Produções, produtora com sede em Ilhabela, com financiamento da Prefeitura Municipal de Ilhabela, por meio do Programa de Estímulo à Cultura, e publicado em parceria com a Rádio Guarda-Chuva, uma rede de podcasts jornalísticos independentes, com programas sobre diferentes temas.


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