“Smartland: o outro lado da tela” provoca leitores através da supervalorização dada pelas pessoas ao ambiente virtual e redes sociais

Seria a tecnologia capaz de se voltar contra os humanos? O clássico caso da “criatura que se volta contra o criador”? Baseado nessa premissa e com a percepção aguçada de quem vê a sufocante exigência de estar conectado o artista plástico Gabriel Grecco lança a ficção futurista “Smartland: o outro lado da tela” pela editora Telha. Grecco, que também já trabalhou como capista do mercado editorial, estreia como escritor com essa instigante obra.
“Smartland” conta a história de Zieg, um adolescente triste e sedentário que, ao escanear um misterioso QR code, é sugado para dentro do seu próprio smartphone junto da sua irmã, Emma. Lá, ficam presos em um mundo infinito dentro de um sistema operacional chamado de Hawking OS, e para sobreviverem neste lugar hostil e encantador, lutam contra os algoritmos de inteligência artificial, conhecidos como Dumbsters.
“A ideia de Smartland surgiu em 2018 a partir de um convite que tive de uma startup para criar uma atmosfera para venda de um produto infantil. O objetivo era criar um mundo lúdico que fosse atraente para crianças para que depois elas consumissem o produto final. Então pensei em criar um ambiente para jovens se questionarem sobre o tempo que eles ficavam diante das telas. Com a pandemia startup e nem o produto vingaram. Mas a história continuava ali no meu computador. Fui terminar de escrever Smartland apenas em 2023, e fui regando a história com muita paixão e carinho, temperando com elementos de sagas que vão de Star Wars, Senhor dos Aneis, De volta para o Futuro a literaturas como Harry Potter, Moby Dick e O Pequeno Príncipe o que dão a encorpada que eu precisava em Smartland”.
