Estudantes rebeldes lutaram por uma França livre (foto: divulgação/Bonfilm)
EM DUAS PARTES, LONGA-METRAGEM RETRATA A LUTA DO GENERAL CHARLES DE GAULLE PARA LIBERTAR SEU PAÍS DA OCUPAÇÃO ALEMÃ
Rio de Janeiro, 4 de setembro de 2026 – Com orçamento de mais de 75 milhões de euros (cerca de R$ 375 milhões de reais), 150 dias de filmagem e elenco numeroso, o díptico “De Gaulle: A França Livre/La Bataille De Gaulle”, de Antonin Baudry (“O Chamado do Lobo”), é o primeiro filme anunciado da 17ª edição do Festival de Cinema Francês do Brasil. Entre 29 de outubro e 11 de novembro nos cinemas de todo o país, é o único evento nacional dedicado à cinematografia francesa realizado simultaneamente nos cinemas de todo o país. Exibido fora da competição no Festival de Cannes deste ano, “De Gaulle: A França Livre” já arrecadou mais de 40,4 milhões de dólares (cerca de R$ 202 milhões de reais) nas bilheterias francesas, ultrapassando a marca de cinco milhões de espectadores e consolidando-se como um grande sucesso de público.
Em duas partes, totalizando quase cinco horas de duração, “De Gaulle: A França Livre – Parte 1” e “De Gaulle: A França Livre – Parte 2” retratam a luta do general francês que inspirou e mobilizou os que se recusavam a aceitar a ocupação alemã para lutarem por uma França livre. O filme é baseado no livro “De Gaulle: uma certa ideia da França”, do historiador Julian Jackson. Os longas foram lançados nos cinemas franceses em 3 de junho e 3 de julho, respectivamente. No Brasil, a distribuidora é a Synapse Distribution.
A história começa em junho de 1940, quando a França entra em colapso e assina o armistício. Em meio ao caos, um homem se recusa a desistir. Sozinho e contra todas as probabilidades, o general De Gaulle segue para Londres para salvar o que resta da liberdade. Sem exército, sem apoio, sem esperança, mas com uma convicção irracional: a França, a sua França, não depôs as armas.
Arriscando tudo, ele busca convencer o mundo de que a batalha pela liberdade da França não acabou, nem está perdida. A realidade, porém, é implacável e parece determinada a provar que ele está errado. Contudo, pouco a pouco, combatentes da resistência, estudantes rebeldes e soldados determinados se levantam na Inglaterra, na França e na África para se juntar à causa. Sua fé, audácia e sede de liberdade desafiam o que a história parecia ter escrito de antemão.
No elenco, estão nomes com o Simon Abkarian, como De Gaulle; Simon Russell Beale, como Winston Churchill; Niels Schneider, interpretando o General Philippe Leclerc de Hauteclocque; Benoît Magimel como o General Pierre Koenig; Félix Kysyl como Jean Moulin; Anamaria Vartolomei como Liviam integrante da resistência francesa; Mathieu Kassovitz como Almirante François Darlan e Thierry Lhermitte como o General Henri Giraud.
Em entrevista para divulgar a produção, que teve estreia mundial no 79º Festival de Cannes em maio último, o diretor Antonin Baudry ressaltou: “Eu queria mostrar o De Gaulle de 1940. Um homem solitário, que as pessoas que o conhecem consideram um pouco louco por ter um ideal cavalheiresco, uma espécie de amor cortês por uma criatura chamada França. Para ele, a França é uma Madona que não pode ser fraca, nem se render, nem capitular, nem ser subjugada ou ocupada.”
Com o filme, Baudry diz esperar alcançar os jovens, uma geração que acredita se identificar com De Gaulle. “Eu queria falar com a juventude de hoje sobre esse sentimento de sermos oprimidos por forças muito poderosas ao nosso redor. Porque é algo que eles estão vivenciando hoje, talvez até mais do que nós, adultos. E algo do qual eles podem querer se inspirar”, acredita.
Diretor e roteirista, Antonin Baudry foi diplomata, tendo ocupado cargos como embaixador da cultura francesa, presidente do Instituto Francês, e conselheiro cultural da França nos Estados Unidos. Seu primeiro filme, “O Chamado do Lobo/”Le Chant du Loup”, integrou a programação do Festival Francês – antigo Varilux – em 2019. Lançado nos cinemas na França, foi um sucesso de crítica e de público, tendo sido distribuído em mais de 50 países. No elenco estav nomes como François Civil, Mathieu Kassovitz, Reda Kateb, Omar Sy, Paula Beer e Damien Bonnard. Centrado e baseado no som e em um universo acústico, o filme recebeu o Prêmio César de Melhor Som em 2020.
O Festival de Cinema Francês do Brasil tem apoio de Varilux – marca do grupo Essilor Luxottica – como “patrocinador master” e patrocínios do banco BNP PARIBAS, da EDENRED, do FAIRMONT e da AIR FRANCE, além do Ministério da Cultura – por meio da Lei Rouanet, e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros essenciais são as Alianças Francesas, a Embaixada da França no Brasil, além das distribuidoras dos filmes: Autoral, Bonfilm, Califórnia, Fênix, Synapse Distribution e Pandora, os exibidores de cinema independente e as grandes redes de cinema comercial.
O FESTIVAL
Único evento nacional dedicado à cinematografia francesa realizado simultaneamente nos cinemas de todo o país, o 17º Festival de Cinema Francês do Brasil contará com uma programação diversa com as mais recentes produções francófonas, algumas integrantes de mostras internacionais e todas inéditas no país. São histórias com personagens inspiradores, temáticas ricas e gêneros variados como comédia, romance, drama, suspense, animação e documentário.
Em seu segundo ano com o nome atual, o festival estará em cerca de 50 cidades brasileiras, das capitais aos municípios de maior e menor porte e em aproximadamente 100 cinemas, desde as salas de exibidores independentes e de arte até as de redes comerciais. Em 2025, foram contabilizados mais de 57 mil espectadores e realizadas cerca de 100 sessões educativas, de democratização e de acessibilidade. Em suas 16 edições, o festival soma cerca de 2,5 milhões de espectadores.
Desde sua criação, mais de 150 nomes entre diretores, atores e atrizes passaram pelo evento integrando a delegação formada tanto por nomes consagrados quanto estreantes promissores. Já estiveram no Brasil artistas como Catherine Deneuve, Audrey Tautou, Isabelle Huppert, Sandrine Bonnaire, Virginie Efira, Vincent Lacoste, Camille Cottin, Gilles Lellouche, Raphaël Personnaz, Xavier Legrand, Jean-Pierre Jeunet, Pierre Richard e Stefan Crepon. Este ano, também serão promovidos encontros entre profissionais do Brasil e da França.
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