‘Eu Não Era Louca, Era Casada’: elenco e equipe falam da nova novelinha que estreia hoje no Globoplay


GLOBOPLAY

Protagonizada por Fernanda Rodrigues e Ricardo Pereira, produção dos Estúdios Globo explora as frestas invisíveis na rotina de um casal aparentemente perfeito
Chega hoje, dia 6 de outubro, ao streaming ‘Eu Não Era Louca, Era Casada’, nova novelinha Original Globoplay produzida pelos Estúdios Globo. No centro do enredo está a galerista bem-sucedida Beatriz (Fernanda Rodrigues), cuja estabilidade do dia a dia é progressivamente abalada por situações mal explicadas envolvendo seu marido, Vítor (Ricardo Pereira). Gravada em formato vertical para o consumo prático via dispositivos móveis, a obra reúne 50 episódios de até três minutos, sendo os sete primeiros capítulos abertos gratuitamente para não assinantes. 
 
O conflito central nasce na intimidade do lar, onde a manipulação psicológica dita o ritmo dos acontecimentos. “Se fala muito sobre violência física, e é necessário falar, mas o gaslighting ainda é pouco falado. Acho muito importante a gente poder abordar esse tipo de tema”, destaca a autora Ecila Pedroso.
 
Na trama, Vítor usa da proximidade do casamento para desestabilizar a percepção da esposa e se apropriar do patrimônio da família. Para o diretor artístico Adriano Melo, a velocidade do microdrama se equilibra com a densidade do texto através do trabalho de interpretação. “Todas as discussões cabem dentro do microdrama. A gente tentou trazer as sutilezas. É um elenco que trabalha com várias camadas, com vários subtextos. Você vai ver que tem velocidade, mas a profundidade está lá”, analisa o diretor.
 
A profundidade do tema também é vista na atuação. “Estamos sempre buscando personagens que fazem a gente falar coisas importantes, que cheguem ao público de uma forma importante. Eu amo contar histórias em que as pessoas se sintam representadas ou que tenham alguma mensagem. Fomos encontrando um caminho para fazer um assunto tão importante ser feito rápido, mas de uma maneira muito séria de ser contada“, afirma Fernanda Rodrigues.
 
Do outro lado do conflito, Ricardo Pereira interpreta o marido manipulador e ressalta a disposição da equipe diante do formato: “Todo mundo tinha muita vontade de experimentar esse novo formato. E acho isso fantástico. Isso é o que leva a gente, enquanto artista, a procurar sempre um outro estilo, um outro jeito, uma novidade. E isso renova a gente. Eu senti desde o começo todo mundo querendo fazer parte desse novo projeto, com uma felicidade de estar ali, de fazer parte de algo novo“.
 
Nesse plano, Vítor conta com a cumplicidade de Lúcia (Barbara Reis), aliada com quem compartilha o objetivo de ascensão social e que se infiltra na casa sob a falsa identidade de enfermeira. Para a atriz, o formato exigiu uma imersão imediata no enredo: “A história já está caminhando, então, a gente tem que entender profundamente esse personagem muito rápido. No momento em que a câmera nos capta ali, a gente já tem que dar pista para quem está assistindo do que está acontecendo. Foi delicioso fazer, porque foi um desafio e eu lidei bem com essa rapidez”, destaca Barbara Reis. 
 
Em outro ponto da trama, o pai de Beatriz, Horácio (Ilvio Amaral), busca formas de proteger a filha mesmo lidando com limitações físicas, em uma atuação guiada pela expressão não verbal. Para o ator, traduzir a angústia paterna exigiu uma entrega intensa em cena: “Ver uma filha numa situação dessa, sofrendo o que a Beatriz sofria e vendo o genro fazendo as coisas que fazia com ela, é uma experiência bem forte, muito difícil. Como ele não podia falar nada, mas tinha vontade de reagir, o que eu podia fazer com os olhos, com expressões faciais, eu fazia o máximo. É um sentimento muito duro de ver uma filha sofrendo da forma que a Beatriz sofria, mas foi uma experiência incrível dar vida ao Horácio“, destaca Ilvio Amaral.
 
Na clínica de saúde, o enfermeiro Gabriel (Daniel Rocha) se destaca ao notar incoerências na avaliação médica da paciente, assumindo uma postura investigativa. “O artista tem a sua função social. Num mundo tão rápido, de alta velocidade, de scroll, a gente está contribuindo com uma trama social e chegando numa pessoa que talvez não visse isso de outra maneira. O Gabriel é essa pessoa empática, que está ao lado da paciente, que acredita nela e escuta. Às vezes, você precisa só escutar a pessoa de quem está cuidando“, pontua Daniel Rocha.
 
Já a psiquiatra Dra. Regina (Danielle Winits) torna-se alvo das articulações de Vítor, até que passa a identificar brechas e questionar as versões apresentadas. A atriz destaca o processo de descoberta de sua personagem e o alcance da trama: “Eu pude entender que essa personagem já sofria de certa forma algum tipo de gaslighting do personagem do Ricardo, e isso foi sendo desmascarado para ela quando ela encontra essa situação com a Beatriz. É mais do que necessário estar hoje em dia dentro do contexto da dramaturgia. Fico feliz que seja no formato vertical, porque a gente pode estar modificando uma vida dentro do entretenimento, isso é incrível”, conclui Danielle Winits.
 
Produzida pelos Estúdios Globo, ‘Eu Não Era Louca, Era Casada’ é criada e escrita por Ecila Pedroso, com direção artística de Adriano Melo, produção de Juliana Castro e Renata Rossi, e produção executiva de Lucas Zardo. A direção de gênero é de José Luiz Villamarim. Os sete primeiros capítulos estão abertos para não assinantes.

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