​Documentário que discute o direito à moradia disponível no streaming


 

Créditos: Divulgação / Valete de Copas Filmes

Dos mesmos diretores de Limpam Com Fogo, César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo, o documentário da Valete de Copas Filmes foi realizado em parceria com a ONG Habitat para a Humanidade Brasil
 

O documentário “Quem Mora Lá (2018)” está novamente disponível no streaming, convidando o público a revisitar um tema que continua atravessando a vida de milhões de brasileiros: o direito à moradia. Produzido pela Valete de Copas Filmes e dirigido por César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo, o filme voltou ao catálogo do Box Brazil Play, onde pode ser assistido a partir deste mês nas plataformas Amazon Prime Video e Claro TV+.
 

Filmado na comunidade do Pocotó, no bairro de Boa Viagem, no Recife (PE), o documentário acompanha famílias ameaçadas por uma ordem de despejo e o processo de organização para ocupar um edifício abandonado no centro da cidade. Em vez de tratar a questão habitacional por números ou estatísticas, o filme escolhe olhar para as pessoas: suas histórias, medos, estratégias de sobrevivência e formas de resistência.
 

Ao longo da narrativa, personagens como Dona Madalena, Eliane, Seu Roberto e Adelmo ajudam a construir um retrato íntimo da desigualdade urbana brasileira. O que aparece na tela não é apenas uma disputa por um teto, mas a experiência concreta de quem vive sob a constante insegurança de perder o lugar onde mora.
 

O retorno de “Quem Mora Lá” acontece em um contexto em que temas como especulação imobiliária, remoções, valorização excludente do solo urbano e dificuldade de acesso à moradia digna seguem presentes no debate público. Em muitas cidades brasileiras, as ocupações urbanas continuam sendo a alternativa encontrada por famílias diante do aumento do custo da habitação e da ausência de políticas públicas capazes de enfrentar o déficit habitacional.
 

Mais do que um registro sobre uma comunidade específica do Recife, ele funciona como um retrato de um país marcado por profundas desigualdades territoriais. O filme transforma o debate, frequentemente tratado em linguagem técnica — urbanismo, planejamento urbano, regularização fundiária — em histórias humanas, mostrando como decisões políticas e econômicas impactam diretamente o cotidiano das pessoas.
 


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *