‘Como Nascem os Grandes’, novo podcast original ge, vai às raízes do futebol brasileiro e narra a ascensão dos seus maiores clubes


GE

Em cinco episódios, série em áudio reconta a trajetória do Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Internacional

A história da paixão dos brasileiros pelo futebol se mistura com a do próprio Brasil. Apresentar os elementos sociais, políticos e econômicos que ajudaram na ascensão do esporte no país e de seus tradicionais times é a proposta de ‘Como Nascem os Grandes’, novo podcast original ge que chega às plataformas de áudio nesta quarta, dia 2. 

Com cinco episódios já disponíveis para maratonar, o projeto foi criado e apresentado por Rafael Pirrho, roteirista e diretor de outros títulos que mergulham em personagens e casos marcantes do universo esportivo, como as séries documentais Originais Globoplay ‘Senna por Ayrton’, ‘O Caso Robinho’ e ‘A Mão do Eurico’, além de ‘Todo Dia é 4 de Novembro – o Fluminense Conquista a América’, filme documentário Original Globoplay.
 
Fazendo essa viagem no tempo no mundo do futebol, a série em áudio volta ao início da República brasileira, passa pela formação das metrópoles, mergulha no perfil da população daquela época, no processo de imigração, na influência dos meios de comunicação até chegar à consolidação da modalidade como identidade nacional. A partir desse percurso, mostra o surgimento de 12 grandes clubes como forças populares: Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Internacional. 

“Eu sempre quis entender por que poucos clubes concentram boa parte da torcida brasileira. Hoje é fácil de explicar, dada a história de cada um, os títulos, os ídolos. Mas lá bem no começo, quando nada disso existia, como eles se construíram como potências? Quais contextos os fortaleceram para o que são hoje? O que os tornaram tão grandes? Foi essa viagem que me propus a fazer”, explica Rafael sobre o desenvolvimento do podcast. 

Para ajudar na construção da narrativa, o apresentador reúne depoimentos de historiadores, como Luíz Antônio Simas, João Malaia e Miguel Enrique Stédile, e de jornalistas esportivos, como Paulo César Vasconcellos, Júlia Belas, Rodrigo Capelo e Luiz Teixeira. Além disso, conta com a participação especial de ídolos da televisão, do cinema e dos gramados que, a partir da sua relação com o futebol, ilustram o movimento de consolidação de alguns desses times. Nomes como Pepe, o Canhão da Vila, ex-ponta esquerda lendário do Santos; os atores Tony Ramos e Dan Stulbach, torcedores do São Paulo e do Corinthians, respectivamente; e o cineasta José Padilha, diretor de ‘Tropa de Elite’, neto de José Bastos Padilha, presidente do Flamengo na década de 1930, um dos agentes de formação do legado rubro-negro em todo o país.   
 
“Ao fim do processo foi interessante notar que, a despeito das rivalidades, há muitas semelhanças na construção dessas grandes torcidas. Ao mesmo tempo, ver como o antagonismo entre os clubes é importante nesse crescimento. Porque é fundamental ter um adversário forte, do seu tamanho, que também imponha derrotas, para criar um pertencimento pela sua camisa”, destaca. 

Sobre os episódios
 
Intitulado ‘Futebol de Castas’, o primeiro episódio conta como a modalidade surgiu no Rio de Janeiro, associada a famílias da elite que ajudaram a fundar o Fluminense, o Flamengo e o Botafogo. O crescimento do Vasco chega para quebrar o padrão de quem podia integrar as equipes, antes exclusivamente de jogadores brancos e de classes abastadas. No segundo episódio, ‘Futebol é Pertencimento’, o podcast aponta para a influência da imigração europeia na criação do Palestra Itália e do Corinthians, enquanto revela o nascimento do Internacional e do Grêmio nas zonas econômicas do Rio Grande do Sul.   

‘O Dinheiro Entra em Campo’ é o tema do terceiro episódio, que aborda o movimento de profissionalização do esporte nas equipes de Minas Gerais e em todo Brasil, a popularização nacional do Flamengo e o baque da ida de seu principal craque, Leônidas, para o São Paulo. Por falar em gênios em campo, Pelé e Mané Garrincha são os protagonistas do quarto episódio, ‘Pelé e Mané’, que aborda o papel dos dois ícones no impulsionamento do Santos e do Botafogo, além de relembrar como a chegada do rádio e a fundação de estádios mudou a forma do brasileiro torcer. Para fechar a jornada, o quinto episódio ‘Clubes Eternos’ reflete sobre os titãs do futebol e se há a possibilidade de algum deles deixar de cativar os torcedores.     

Disponível no ge, na globo.com/podcasts e nas plataformas de áudio, ‘Como Nascem os Grandes’ já tem todos os episódios publicados. A produção é da Maremoto. Para escutar, clique aqui.

Entrevista com Rafael Pirrho, idealizador e apresentador do podcast: 

1. Quais são os diferenciais de ‘Como Nascem os Grandes’? 
Rafael Pirrho: É um podcast que fala de clubes de futebol sem necessariamente falar apenas de futebol. O futebol logicamente é muito importante, estão lá os grandes títulos e os grandes jogadores. Mas falo também dos contextos políticos e sociais de cada época, das várias transformações pelas quais o país passou e do impacto disso na formação das torcidas. 
 
2. O podcast mostra os cruzamentos que existem entre a história do futebol brasileiro com a do próprio Brasil. Qual foi o desafio em estabelecer essa narrativa? 
Rafael Pirrho: Mais do que um desafio, foi uma necessidade. E um grande prazer também. Porque esses contextos históricos explicam muito sobre a formação dessas torcidas. Por exemplo, a questão racial para a ascensão da torcida do Vasco, os processos migratórios e o impacto disso nas torcidas paulistas e gaúchas… O futebol é parte da sociedade, então não há como dissociá-lo do que acontecia no Brasil. 
3. Você tem na sua bagagem a direção de projetos audiovisuais que contam sobre outras histórias ligadas ao mundo dos esportes. Como foi explorar o formato de áudio? 

Rafael Pirrho: Foi a primeira vez que fiz um podcast e achei muito divertido explorar esse novo formato. São desafios diferentes, porque o podcast narrativo é muito baseado no texto, ao contrário do documentário. Além disso, é propício para um olhar mais pessoal sobre o tema. Gostei muito da experiência.   
 
4. Entre os cinco episódios, algum é o seu preferido? Por quê?
Rafael Pirrho: Eu naturalmente gosto de todos, mas foi muito interessante fazer os dois primeiros, porque são os que vão mais longe na história, lá para o início do século XX. Um período de futebol ainda amador, de uma República recém-proclamada, um mundo bem diferente do que temos hoje. 

5. O que o público pode esperar de ‘Como Nascem os Grandes’? 
Rafael Pirrho: Uma viagem para alguns momentos importantes do nosso país e do nosso futebol. Mas, sobretudo, uma grande homenagem a esses clubes. Quantas instituições atravessaram mais de cem anos no Brasil? E desse pequeno grupo, quantas são tão amadas como esses clubes? Eu aumentei meu respeito por todos eles, porque para mim são mais do que times de futebol. São patrimônios culturais do nosso país e falam muito do que nós somos.

Sobre o ge
 
O ge é maior o portal esportivo do Brasil, com extensa cobertura sobre o futebol e outros esportes no país e no mundo. Tem páginas dedicadas a cada um dos 20 times da Série A do Brasileirão, além de coberturas em tempo real, estatísticas, pathnotes comentados, transferências do mercado, podcasts e vídeos.


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