​ Canal Brasil celebra um ano da faixa Negritudes com estreia da premiada coprodução “Kasa Branca”


Nesta segunda-feira, 29/06, a programação reúne títulos que marcaram a faixa

‘Kasa Branca, ‘Othelo, O Grande’, ‘A Festa de Léo’ e ‘Bela LX-404’

No dia 29 de junho, em celebração ao primeiro ano da faixa Negritudes, o Canal Brasil exibe uma programação especial com 12 horas dedicadas ao cinema negro. Sucesso de público e crítica, “Kasa Branca” é o longa que dá início às comemorações. Dirigido por Luciano Vidigal, o filme venceu quatro troféus no Festival do Rio, incluindo Melhor Direção de Ficção, e foi finalista em três categorias no Prêmio Grande Otelo em 2025. Reunindo 13 produções que marcaram a faixa ao longo deste primeiro ano, a programação reafirma a potência e a diversidade dessas narrativas no audiovisual brasileiro. 

A iniciativa marca uma parceria inédita entre o Canal Brasil e o Festival Negritudes Globo, que teve início em junho de 2022 com a ideia de trocar experiências e ver o Brasil cada vez mais representado na construção de narrativas reais ou de ficção. Mais do que uma seleção de conteúdos, a faixa é um manifesto audiovisual que afirma a pluralidade da experiência negra e convida o público a mergulhar em narrativas transformadoras, celebrando memória, criação e potência do povo negro.

Há um ano, a faixa estreou com o documentário inédito “Othelo, O Grande”, de Lucas H. Rossi dos Santos. Esse ano, o longa também faz parte da comemoração, relembrando a trajetória do primeiro ator negro protagonista do cinema brasileiro: Sebastião Bernardes de Souza Prata. A programação segue com Cintia Rosa, Babu Santana, Marcello Melo Jr, Roberta Rodrigues e outros importantes nomes do cinema nacional presentes em “A Festa de Léo”, de Luciana Bezerra e Gustavo Melo. O filme é o retrato da luta incansável de uma mãe para conseguir realizar a festa de 12 anos do filho em meio à falta de dinheiro e aos perigos decorrentes de dívidas do marido com o crime.

Também será exibido o curta-metragem “Bela LX-404”, de Luiza Botelho Almeida. Protagonizado por Léa Garcia, a produção explora de maneira futurística as expectativas sociais e as conexões humanas na terceira idade. Outro filme que compõe a celebração é “Milton Gonçalves, Além do Espetáculo”, de Luís Antônio Pilar, um documentário que resgata a memória de um dos maiores artistas do país. 

Os curtas “Vão das Almas”, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape, “Quando Aqui”, de André de Novais Oliveira, e os longas “Tijolo por Tijolo”, de Quentin Delaroche e Victória Álvares, “O Deserto de Akin”, de Bernard Lessa, “Terror Mandelão”, de Felipe Larozza e GG Albuquerque, “Ainda Não é Amanhã”, de Milena Times, e “Eu Não Ando Só”, de Glenda Nicácia, também estão na seleção. Para encerrar, “Eu Sou o Samba, Mas Pode me Chamar de Zé Ketti”, de Luiz Guimarães de Castro, que mostra, de diferentes ângulos, as facetas do histórico compositor, ator e cantor brasileiro. 

Negritudes no Canal Brasil 

Horário: Segunda, 29/06, a partir de 20h 

Kasa Branca (2025) (94')  Coprodução – Estreia

Horário: Segunda, dia 29/06, às 20h

Classificação: 16 anos

Direção: Luciano Vidigal

Sinopse: Dé é um adolescente negro da periferia da Chatuba, Rio de Janeiro, que recebe a notícia de que sua avó, Almerinda, está na fase terminal da doença de Alzheimer. Ele tem a ajuda de seus dois melhores amigos, Adrianim e Martins, para enfrentar o mundo e aproveitar os últimos dias de vida com ela.

Othelo, O Grande (2024) (82') – Coprodução

Horário: Segunda, dia 29/06, às 21h35

Classificação: 12 anos

Direção: Lucas H. Rossi dos Santos

Sinopse: A vida do homem Sebastião Bernardes de Souza Prata: negro, mineiro e baixinho, considerado um dos maiores e mais talentosos atores e comediantes do Brasil, Othelo foi o primeiro ator negro brasileiro a fazer parte do cinema e da televisão nacional.

Vão das Almas (2023) (15’)

Horário: Segunda, dia 29/06, às 23h

Classificação: 14 anos

Direção: Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape

Sinopse: No Quilombo Kalunga, a profecia da Matinta corta o vilarejo-fantasma do Vão de Almas como uma corrente de ar gelado: “Existem vários tipos de Saci. Pererê é aquele menorzinho, que prega peça. Saçurá faz maldade…”

A Festa de Léo (2023) (99’)

Horário: Segunda, dia 29/06, às 23h15

Classificação: 12 anos

Direção: Luciana Bezerra e Gustavo Melo

Sinopse: Léo (Nego Ney) é um garoto prestes a completar 12 anos. No dia de sua festa, Rita (Cintia Rosa), sua mãe, descobre que o pai do menino, Dudu (Jonathan Haagensen), que é dependente químico, roubou o dinheiro que estava reservado para realizar o evento. A trama acompanha o desenrolar da busca de Rita por outras formas de arrecadar dinheiro para a festa e, ao mesmo tempo, salvar a vida do pai de seu filho. Ela descobre que a resposta está em sua rede de amigas e familiares.

Terror Mandelão (2023) (75')

Horário: Terça, dia 30/06, às 0h40 (madrugada de segunda para terça)

Classificação: 16 anos

Direção: Felipe Larozza e GG Albuquerque

Sinopse: Aborda som, tecnologia e mercado de trabalho no universo do baile funk nas favelas de São Paulo. O filme acompanha a trajetória do DJ K, um dos principais DJs do Baile do Helipa, a festa de rua da favela de Heliópolis, e de seu amigo Zero K, que emplacou seu primeiro sucesso após 10 anos como MC. Combinando documentário, elementos ficcionais e experimentação visual, o filme retrata os altos e baixos enfrentados por jovens artistas nas periferias.

Ainda Não é Amanhã (2024) (76')

Horário: Terça, dia 30/06, às 1h55 (madrugada de segunda para terça)

Classificação: 14 anos

Direção: Milena Times

Sinopse: O longa acompanha a vida simples de Janaína na periferia de Recife. A jovem de 18 anos mora com a mãe (Clau Barros) e a avó (Cláudia Conceição) e consegue uma oportunidade única de obter um diploma universitário para transformar a realidade da família. No entanto, a dedicada bolsista de direito é surpreendida com uma gravidez indesejada.

Tijolo por Tijolo (2025) (103')

Horário: Terça, dia 30/06, às 3h15 (madrugada de segunda para terça)

Classificação: 12 anos

Direção: Quentin Delaroche e Victória Álvares

Sinopse: A produção acompanha uma família recifense que se esforça para reconstruir seu lar depois de evacuarem a antiga casa da família por risco de deslizamento. Tudo isso aconteceu no meio da pandemia de covid-19 e durante a quarta gravidez de Cris, que luta para conseguir uma laqueadura pelo SUS.

Bela LX-404 (2024) (20')

Horário: Terça, dia 30/06, às 5h 

Classificação: 16 anos

Direção: Luiza Botelho Almeida

Sinopse: Seu William (Thiago Justino), ranzinza e solitário, compra uma esposa robô online. Sua expectativa é uma jovem gostosa cibernética, mas quem chega é, na verdade, a Léa Garcia, batizada de “BELA LX-404”.

O Deserto de Akin (2025) (78')

Horário: Terça, dia 30/06, às 5h25 

Classificação: 14 anos

Direção: Bernard Lessa

Sinopse: Um dedicado médico cubano se apaixona pelo Brasil quando emigra para o país através do programa Mais Médicos. Seu trabalho com as comunidades indígenas e sua amizade com novos colegas fortalece seu vínculo com o local. Sua vida muda drasticamente quando Jair Bolsonaro é eleito presidente e, como uma das medidas de governo, dá fim às relações de cooperação entre Cuba e Brasil, prejudicando e terminando com o programa de saúde em que Akin trabalhava. O doutor, então, vê-se obrigado a tomar uma decisão: voltar a Cuba e abandonar os relacionamentos e o país pelos quais se encantou ou permanecer e ficar sem poder atuar como médico.

Quando Aqui (2024) (30')

Horário: Terça, dia 30/06, às 6h45 

Classificação: 12 anos

Direção: André de Novais Oliveira

Sinopse: Viajar no tempo sem sair do lugar.

Milton Gonçalves, Além do Espetáculo (2025) (95') – Coprodução

Horário: Terça, dia 30/06, às 7h15 

Classificação: 12 anos

Direção: Luís Antônio Pilar

Sinopse: O documentário revisita a trajetória artística, política e humana de um dos maiores nomes da cultura brasileira. Muito além dos palcos, do cinema e da televisão, o filme acompanha Milton Gonçalves como intelectual, militante e referência fundamental na luta antirracista no Brasil. A partir de imagens de arquivo, depoimentos e reflexões do próprio artista, o documentário revela um homem que transformou sua arte em ferramenta de resistência, questionamento e afirmação, deixando um legado que ultrapassa o espetáculo e se inscreve na história social e cultural do país. Entre os depoimentos que enriquecem a narrativa estão familiares e colegas como as atrizes Nathalia Timberg, Camila Pitanga e Zezé Motta, os diretores Daniel Filho e Juca de Oliveira, os ex-jogadores Zico e Adílio, e o ator Tony Ramos, que compartilham memórias pessoais e profissionais sobre o talento, a militância e a humanidade de Milton.

Eu Não Ando Só (2021) (95')

Horário: Terça, dia 30/06, às 8h50 

Classificação: Livre

Direção: Glenda Nicácia

Sinopse: O filme explora a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte no Recôncavo Baiano e a potência da vida comunitária como expressão de resistência, fé e cuidado coletivo. A obra traz à tela a Irmandade da Boa Morte — formada por mulheres negras — e sua tradição reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial, tornando visível uma dimensão espiritual, histórica e afetiva de um patrimônio vivo na cultura afro-brasileira.

Eu Sou o Samba, Mas Pode me Chamar de Zé Ketti (2024) (90')

Horário: Terça, dia 30/06, às 9h45 

Classificação: 10 anos

Direção: Luiz Guimarães de Castro

Sinopse: Documentário brasileiro que reconstrói a trajetória de Zé Ketti (José Flores de Jesus), um dos sambistas mais representativos do Rio de Janeiro. A partir de imagens de arquivo, depoimentos de familiares, amigos e colaboradores, o filme narra desde a infância do compositor nos anos 1920 até sua inserção no universo musical carioca, abordando sua relação com rodas de samba, escolas como Mangueira e Portela, e sua presença no cinema e no teatro, incluindo participações em filmes como Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, e o emblemático show Opinião. A narrativa também contextualiza a carreira de Zé Ketti no cenário cultural e social brasileiro, destacando sua produção como compositor, cantor e ator e as diferentes facetas de sua contribuição para a música popular brasileira.


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