​”Aqui Não Entra Luz” estreia no Canal Brasil com olhar sobre o trabalho doméstico no país



Filha de trabalhadora doméstica, a diretora Karoline Maia transforma a própria experiência em ponto de partida para investigar uma realidade que atravessa gerações

 

“Aqui Não Entra Luz”. Foto: Divulgação

 

A realidade das trabalhadoras domésticas brasileiras ganha uma abordagem íntima e histórica em “Aqui Não Entra Luz”, documentário inédito dirigido por Karoline Maia. Filha de uma trabalhadora doméstica, a cineasta parte de uma experiência familiar para investigar as marcas deixadas pela escravidão em uma atividade que, ainda hoje, é exercida majoritariamente por mulheres negras. O longa-metragem, que recebeu os prêmios de Melhor Direção e Zózimo Bulbul de Melhor Longa-Metragem no Festival de Brasília de 2025, estreia no Canal Brasil na segunda-feira, dia 7 de setembro, às 20h.

Ao aproximar dois espaços historicamente associados à população negra, a senzala e o quarto destinado à empregada doméstica, o filme estabelece uma relação entre diferentes períodos da história brasileira e observa como determinadas estruturas de desigualdade atravessaram gerações. A investigação conduzida por Karoline Maia percorre memórias, experiências e contextos que ajudam a compreender as permanências e transformações do trabalho doméstico no país, revelando as tensões presentes em uma relação profissional marcada por desigualdades sociais e raciais.

“Aqui Não Entra Luz” teve sua estreia no Festival de Brasília em 2025, também integrou a programação da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (2025) e do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA – 2025), nos Países Baixos. O documentário também estará disponível no DOC Canal Brasil (Prime Video), a partir de 7 de setembro.

 

Aqui Não Entra Luz (2025) (75’) – Inédito

Horário: Segunda, dia 7/09, às 20h

Classificação: 10 anos

Direção: Karoline Maia

Sinopse: Aqui Não Entra Luz documenta a realidade enfrentada pelas trabalhadoras domésticas no país. Por ser filha de uma delas, a diretora Karoline pode usar a sua experiência para narrar a investigação, que aborda uma realidade que existe desde a era colonial e chega aos tempos atuais. Em dois lugares distintos, mas constantemente ocupados por mulheres negras, a senzala e o quarto da empregada se tornam o caminho para explorar a violência, semelhanças e especificidades entre o trabalho escravo e o trabalho doméstico hoje.



Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *