​A PRODUTORA INDEPENDENTE MARÉ GEEK CONQUISTA RECONHECIMENTO INTERNACIONAL UNINDO RPG, CULTURA POP, HUMOR INTELIGENTE E REPRESENTATIVIDADE


 

Em 2024, a websérie Desaventureiros foi premiada no New York Film & Cinematography Awards, no Toronto Webfest e segue indicada em festivais na Itália, Estados Unidos, Nova Zelândia e Brasil
 

Lucas Durão e Fai Mazell

(Crédito: Rai do Sol – download de mais imagens Link )

 

São Paulo, novembro de 2024 – A produtora independente Maré Geek, formada pelos contadores de história multimídia Fai Mazell e Lucas Durão, vem se destacando no cenário audiovisual nacional e internacional ao unir cultura pop e representatividade com um toque de humor inteligente. Seu carro-chefe, a websérie Desaventureiros, é um verdadeiro deleite para fãs de RPG e cultura geek, apresentando um grupo de aventureiros inusitados que desafia as convenções do gênero. Ao transformar temas sociais em sátiras medievais, a Maré Geek constrói um universo cativante e acessível, representando uma nova era de storytelling inclusivo e inovador no Brasil.
 

“Desaventureiros é uma websérie geek feita por pessoas LGBTQAIP+ para pessoas LGBTQAIP+. Ela conta a história de um grupo de aventureiros em um mundo de fantasia medieval tropical, inspirado em cenários de RPG clássico e deturpado à vontade”, explica Fai. “A nossa série conta a história de um bardo de sorte questionável, o seu grupo de aventureiros classe B e os seus rivais irritantemente competentes”, completa Lucas. “É uma história sobre conflitos familiares, romances complicados, trisais fofinhos, laços de amizade poderosos, ascensão de uma deusa não-binária e os nomes que escolhemos para nós mesmos. E também é sobre o governo totalitário de uma mãe”, finaliza Mazell.

 

Nas três primeiras temporadas, Fai escreveu nove episódios, dirigindo sete e atuando na maioria deles. Além disso, preparou o elenco e liderou a sala de roteiro e a produção executiva ao lado de Durão. Este último escreveu 12 episódios e dirigiu 13, solidificando uma parceria artística que enriqueceu a série. Juntos, eles criaram uma narrativa envolvente que conquistou o público e a crítica.
 

Com a segunda temporada, Desaventureiros recebeu 9 indicações no Rio Webfest 2019, onde venceu a categoria de “Melhor Atriz” e o “Golden Ticket” para o Bilbao Seriesland Web Fest 2020, que nunca aconteceu por causa da pandemia. Venceu também como “Melhor Direção de Arte”, no Asia Web Awards 2019, na Coréia do Sul, e “Melhor Cabelo e Maquiagem”, Toronto Webfest 2020, no Canadá.

 

Com a terceira temporada, foram 10 indicações no Rio Webfest 2023, levando o prêmio de “Melhor Produção”. Foi vencedora das quatro indicações que recebeu no New York Film & Cinematography Awards 2024, nos Estados Unidos: “Best Musical/Dance Film”, “Best Web Series”, “Best Director – Web Series”, “Best Director – Musical/Dance Film”. No Toronto Webfest 2024, foi indicada a 10 categorias e recebeu o prêmio de “Best International Series”. Foi nomeada no Apulia Web Fest 2024, na Itália, para “Best Sci-fi/Fantasy Webseries”; no New Jersey Web Festival 2024, nos Estados Unidos, para “Outstanding Fantasy”; e em mais 10 categorias no MT Queer Premia 2024, em Cuiabá. Recebeu “Menção Honrosa”, no Liberty Film Awards 2024 (EUA), e ainda aguarda os resultados das seis nomeações no Baltimore Next Media Web Fest 2024, também em terra estadunidense, as indicações de “Best Ensemble (Narrative)” e “Best Show (Narrative – Not English Language)” no NZ Web Fest 2024, na Nova Zelândia, e de “Melhor Maquiagem” no Rio Webfest 2024, no Brasil.
 

“É muito recompensador receber esse reconhecimento lá fora. A barreira do idioma pode ser muito forte, por isso, quando um festival grande reconhece o nosso trabalho, a gente sente que é possível continuar, que é possível fazer audiovisual geek de qualidade no Brasil. É um atestado da qualidade do que fazemos, uma recompensa por todo o trabalho duro e dedicação do nosso time. Nos enche de orgulho”, diz Lucas. “O reconhecimento internacional é revigorante. Fazer audiovisual independente, geek e autoral no Brasil nos dá frequentemente a sensação de estar nadando: no escuro e contra a corrente. Pode soar legal, mas, na prática, é bastante exaustivo, até um pouco assustador. Escutamos com frequência que nosso nicho é uma cilada, que criar algo mais pasteurizado é a saída. Então é claro que gostamos de um pouco de validação internacional! Dá fôlego pra nadar mais um pouco”, finaliza Fai.

 

Além da websérie Desaventureiros, a Maré Geek também assina outros projetos: o programa 20 Natural, que mergulha em múltiplas tramas interligadas e ambientadas em um universo próprio de fantasia. A maioria das histórias é narrada por seus criadores, que alternam na função de mestres. Com diversas campanhas presenciais, o foco do canal é envolver o público em narrativas profundas e bem construídas, com personagens complexos e dinâmicas dramáticas intensas. As mesas variam em tamanho e formato, desde campanhas com até sete jogadores — verdadeiras maratonas de caos e criatividade — até uma série solo que já acumula cerca de 100 episódios, em que o mestre e um único jogador exploram com minúcia as camadas de uma narrativa íntima e detalhada, considerada o “xodó” da equipe.

 

Além dos jogos de RPG, a Maré Geek também conta com quadrinhos. Em parceria com a IndieVisivel Press, já lançaram o primeiro volume dos quadrinhos de Desaventureiros. O segundo volume está sendo lançado em formato digital, com previsão para versão impressa em breve, enquanto o terceiro é aguardado para o próximo ano. Mazell e Durão também são escritores e preparam o lançamento de livros de fantasia, previstos para o final deste ano e início do próximo, de forma independente. Complementando o portfólio criativo, está em fase de desenvolvimento um projeto de longa-metragem que não se passa no mesmo universo do canal, mostrando a pluralidade criativa da produtora.

 

“Somos contadores de história em primeiro lugar, e gostamos de explorar meios diferentes. Literatura, audiovisual, RPG, quadrinhos, estamos interessados em contar histórias profundas e irreverentes, com qualidade e representatividade. Histórias para pensar e para sentir, que reflitam o mundo em que vivemos e também o mundo que sonhamos. Nosso interesse principal é na ficção especulativa (fantasia e sci-fi), mas também gostamos de trabalhar outros temas. Muitas vezes, as histórias transitam entre gêneros e sentimentos. Gostamos de fugir do que é esperado e contar histórias desobedientes, que provocam e inspiram, acolhem mas também fazem pensar”, define Lucas. “Somos artistas com potencial, para se ficar de olho ou para se trabalhar junto. Somos também uma voz queer que tem seu valor (e que você poderia apoiar!), no meio de tantas outras. Mas também somos pessoas completas, não só uma cota de representatividade, embora isso talvez seja pedir demais”, ironiza Fai.
 

Com tantos projetos simultâneos e planos de iniciar produções em inglês no próximo ano, a equipe da Maré Geek promete continuar expandindo e consolidando sua marca em diferentes plataformas e formatos, sempre alinhada ao compromisso de contar boas histórias.


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