Longa-metragem filmado em SC aborda questões como etarismo, racismo e xenofobia, através da amizade inusitada entre Bertha e Bastide; distribuição é da O2 Play
Cartaz do longa-metragem de ficção Porto Príncipe | Créditos: Divulgação
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São Paulo, maio de 2024 — O drama Porto Príncipe, primeiro longa-metragem de Maria Emília de Azevedo, chega aos cinemas de Aracaju, São Paulo e Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 20 de junho. O filme mostra como a força da amizade inusitada entre duas pessoas com histórias bastante distintas consegue prevalecer sobre o racismo e a xenofobia presentes na sociedade. Distribuído pela O2 Play, o longa é uma produção da Dois Plátanos em parceria com a Cafeína Produções.
Em Porto Príncipe Bertha (Selma Egrei), uma viúva que vive isolada em sua chácara na serra catarinense enfrenta dificuldades para manter a propriedade funcionando. Ela é sempre pressionada pelo filho, Henrique, que deseja a mudança de sua mãe para morar com ele, na cidade. Ao saber da vinda de imigrantes refugiados vindos do Haiti a Santa Catarina, Bertha decide levar Bastide (Diderot Senat) para trabalhar e morar na chácara. O convívio transforma a relação de trabalho entre Bertha e Bastide em uma amizade sincera entre duas pessoas de culturas diferentes, que compartilham ideias e sentimentos semelhantes. Mas, a chegada do haitiano alimenta a hostilidade de Henrique, que fará o possível para afastar os dois.
O filme aborda questões veladas como etarismo, racismo e xenofobia em suas diferentes formas. Seja através de olhares, diálogos, ou ações, o longa-metragem apresenta um incômodo silêncio, para provocar o público e levá-lo a refletir sobre a realidade vivda por imigrantes negros no país. A ficção de Maria Emília mostra o preconceito oculto na sociedade brasileira, sentido diariamente por pessoas negras, principalmente em regiões onde facções nazi-fascistas aumentam a cada ano.
Porto Príncipe passou por diversos festivais de cinema, incluindo a 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, 22nd New York Latino Film Festival, 27º Florianópolis Audiovisual Mercosul, 32nd Annual Pan African Film Festival, 26ès Rencontres du cinéma sud-américain de Marseille, 30º Festival de Cinema de Vitória, entre outros. Durante o 27º Cine Pernambuco, o longa recebeu os prêmios de Melhor Filme e Melhor Ator para Diderot Senat. Já no Botogá International Film Festival, além da distinção como melhor filme, Maria Emília Azevedo, estreando como diretora de longa-metragem, levou a láurea de melhor direção.
