15/09 no Rock in Rio 2024 destaca diversidade no rock e metal brasileiro, com shows explosivos de Dead Fish, Crypta, Black Pantera e The Mönic convidando Eskröta. A partir de quinta o Supernova continua com WC no Beat, Lil Whind, Autoramas, Dj Toppo, Zaynara, Darumas e N.I.N.A, entre outros

Dead Fish encerrou o final de semana comemorando seus 32 anos com puro hardcore
O final de semana do festival foi da de rock e o Palco Supernova foi cenário de espetáculos marcantes e cheios de energia. O headliner da noite foi a lendária banda de hardcore capixaba Dead Fish, que encerrou o dia com uma apresentação vigorosa. Rodrigo Lima (vocal), Ric Mastria (guitarra), Marcos Melloni (bateria) e Igor Tsurumaki (baixo) agitaram a multidão com hits como “A Urgência”, “Afasia” e “Sonho Médio” , e o público respondeu com a tradicional roda punk. Rodrigo finalizou o show com uma mensagem de conscientização, defendendo a Palestina livre e criticando o agronegócio brasileiro.
O dia começou com a banda paulistana The Mönic, que, ao lado do grupo Eskröta, fez o público vibrar. Ale Labelle (guitarra e voz), Dani Buarque (guitarra e voz), Joan Bedin (baixo e voz) e Thiago Coiote (bateria e voz) abriram o set com “Sabotagem”.
“A gente é uma banda underground e esperamos muito para estar aqui. Hoje, uma das nossas missões é fazer vocês acordarem amanhã muito doloridinhos”, brincou a vocalista Dani, que se jogou na galera.

A banca The Mönic contou com a participação da Eskröta
Logo depois, o Eskröta, com Ya Amaral (vocal e guitarra), Tamy Leopoldo (baixo) e Jhon França (bateria), trouxe a energia do thrash metal com as faixas “Eticamente Questionável” e “Filha do Satanás”. No final, as duas bandas se uniram em um momento emocionante ao som de “Mosh Feminista”, exaltando a força das mulheres no rock.
“A gente fez essa música pelas nossas mães, irmãs e para todas as nossas amigas que não puderam vir porque tiveram que ficar cuidando das crianças em casa”, contou a vocalista Yas.

Os irmãos Charles e Chaene homenagearam a mãe Guiomar
Já a banda mineira Black Pantera subiu ao palco trazendo pela segunda vez ao Rock in Rio seu repertório marcado por letras políticas e antiracistas. Charles Gama (guitarra, vocal), Chaene da Gama (baixo) e Rodrigo “Pancho” Augusto (bateria) incendiaram o público com faixas como “Tradução”, “Sem Anistia” e “Candeia”. Nesta última, eles chamaram a mãe ao palco e dedicaram a canção a ela.
“Fiz para minha mãe e para todas as mães, onde elas estiveram”, declarou, emocionado, Chaene.
O grupo fez uma apresentação emocionante, chamando a atenção para a importância da família e convocou o público a abrir uma roda só para as mulheres fazer o mosh pit, sendo aplaudidos. No final, uma grande roda juntou todo mundo para cantar “Bota pra Fuder”.

Em seguida, foi a vez do Crypta, banda 100% feminina de death metal, levantar o público do Supernova. Com Tainá Bergamaschi e Jéssica di Falchi nas guitarras, Fernanda Lira no baixo e vocal, e Luana Dametto na bateria, a banda entregou um show potente com músicas como “Shadow Within” e “Lord of Ruins”. Fernanda emocionou a plateia com sua fala sobre a força das mulheres no cenário musical e a vitalidade do metal nacional.
O dia 15/09 no Palco Supernova foi uma celebração da diversidade e da potência do rock e metal brasileiro, com bandas que não só agitaram o público, mas também reforçaram mensagens de resistência, inclusão e luta.
Semana que vem tem mais…
A partir da próxima quinta-feira, 19 de setembro, o Palco Supernova promete mais shows eletrizantes no último fim de semana do Rock in Rio 2024! Na quinta, a festa começa com WC No Beat, que convida Mc Gabzin, Felp 22, MC TH, Aka Rasta e outros nomes de peso. Sexta-feira, dia 20, traz uma vibe mais suave com Nina Fernandes, Darumas, N.I.N.A e Cynthia Luz. Já no sábado, dia 21, é dia de indie com Autoramas, Vanguart, Chico Chico e Jean Tassy. No domingo, a música continua com LZ da França, Gabriel Froede, Zaynara e o som contagiante do DJ Topo.
