“Catadoras” estreia no Canal Brasil trazendo histórias de resistência na coleta de materiais recicláveis


Documentário inédito acompanha a vida de quatro mulheres que encontram na reciclagem sustento, autonomia e caminhos de transformação

Cena de “Catadoras”. Foto: Divulgação

Canal Brasil exibe na quinta-feira, dia 12 de março, às 19h30, o documentário inédito “Catadoras”, de Dayse Porto. Vencedor do prêmio de Melhor Documentário na 16ª edição do Festival Internacional de Cinema da Língua Portuguesa (FESTin), em Lisboa (2025), o filme acompanha a trajetória de quatro mulheres que têm na coleta de materiais recicláveis uma fonte de renda e também um espaço de luta, pertencimento e reconstrução de suas próprias histórias.

No longa, o cotidiano de Aline, Francisca, Jeane e Suelen é retratado a partir de suas vivências pessoais e dos desafios enfrentados no trabalho como catadoras. Vindas de diferentes regiões do país, elas compartilham experiências marcadas por perdas, recomeços e pela busca por reconhecimento em uma atividade frequentemente invisibilizada pela sociedade.

Ao entrelaçar relatos íntimos e questões sociais mais amplas, “Catadoras” constrói um olhar sensível sobre o papel dessas trabalhadoras na cadeia da reciclagem e na preservação ambiental. O documentário também evidencia como o trabalho coletivo e a solidariedade podem abrir caminhos para autonomia, fortalecimento de vínculos e afirmação de identidade.

Catadoras (2025) (70’) – Inédito

Horário: Quinta, dia 12/03, às 19h30

Classificação: 12 anos

Direção: Dayse Porto

Sinopse:  O filme acompanha a trajetória de quatro mulheres que transformam a coleta de materiais recicláveis em sustento, resistência e afirmação de identidade. Aline, que teve a casa derrubada pela polícia, anos depois sobe a rampa do Palácio do Planalto para colocar uma faixa no presidente da República. Francisca, após quatro décadas em São Paulo, decide retornar à sua terra natal, no Ceará, em busca de reconexão e pertencimento. Jeane luta para que o filho, Arlon, supere o alcoolismo e registre a filha de três anos, enquanto Suelen, recém- separada de um marido agressor, sonha com a possibilidade de um novo amor. Vindas de diferentes regiões do Brasil, o que une essas mulheres é o trabalho como catadoras de material reciclável — uma atividade marcada pela invisibilidade social, mas que o filme revela como espaço de dignidade, afeto, luta e reinvenção. Ao dar voz a essas histórias, o documentário constrói um retrato potente sobre gênero, sobrevivência, justiça social e sustentabilidade no Brasil contemporâneo.


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