Documentário exclusivo ‘Insônia, a ciência por trás do sono’ alerta para os perigos da privação do sono


Cada vez temos dormido menos e pior, e cientistas tentam entender o porquê no doc ‘Insônia, a ciência por trás do sono’ (Crédito: divulgação/Curta!)

 

 

Algumas pessoas são mais dorminhocas do que outras, mas uma boa noite de sono, componente essencial à vida, tem sido algo cada vez mais raro. Em ‘Insônia, a ciência por trás do sono’, documentário inédito produzido pela Arte France e que estreia com exclusividade no Canal Curta!, o diretor Thierry Robert investiga as causas das noites mal dormidas, como elas afetam nossas atividades cotidianas, e por que a qualidade do sono tem se tornado um problema de saúde pública.

Na produção, Robert, que também assina o roteiro ao lado de Fabrice Papillon e Raphaël Hitier, ressalta que, durante um terço de nossas vidas estamos dormindo, mas o que acontece com nosso cérebro durante o sono ainda é um mistério. A partir de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com médicos, pesquisadores e especialistas, o filme apresenta como os estudos mais modernos tentam explicar, entre outras coisas, problemas como insônia e apneia do sono, e como o estilo de vida moderno tem afetado nossas noites.

 

“Conseguimos mostrar que, com níveis baixos de luz, já retiramos 10% da secreção da nossa melatonina. Antes, pensava-se que precisávamos de níveis muito altos. Hoje compreendemos os efeitos observados em níveis muito baixos, que são iguais aos que estamos expostos à noite na nossa cama, com o celular, o tablet ou o computador”, afirma o professor Claude Gronfier, do Centro de Pesquisas de Neurociência de Lyon.

 

A alteração nos ritmos circadianos provocada pelas luzes artificiais é uma das causas de uma mudança profunda. De acordo com dados apresentados no documentário, em duas gerações, perdemos cerca de uma hora e meia de sono por noite. Se antes o sono durava em torno de sete a oito horas, hoje, um terço das pessoas entre 18 e 35 anos dorme menos de seis horas por noite.

 

Com relatos de pacientes que sofrem de privação do sono e se voluntariam para participar de pesquisas que investigam a atividade cerebral enquanto estamos dormindo, o documentário aponta como doenças como câncer e obesidade podem estar ligadas aos problemas com sono e quais hábitos podemos praticar para ter noites mais tranquilas.

 

“Quando analisamos os dados hormonais ao longo do ciclo de 24 horas, reconhecemos alguns eventos que têm grande impacto, e o evento com maior impacto é o sono. Somos a única espécie de mamíferos que se priva de sono, um comportamento completamente anormal e artificial. Quando não há sono suficiente, tudo vai mal. Não há um único sistema que não seja afetado pela falta de sono”, alerta a pesquisadora Eve Van Cauter, da Universidade de Chicago.

 

O documentário também pode ser assistido no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial da plataforma (CurtaOn.com.br). A estreia é no dia temático das Quintas do Pensamento, 26 de setembro, às 23h.



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