Jornalista Luciana Barreto é a entrevistada do Trilha de Letras


Âncora do telejornal Repórter Brasil Tarde fala de seu primeiro livro

O programa Trilha de Letras que a TV Brasil exibe nesta quarta-feira (5), às 23h, traz um bate-papo inédito com a jornalista e âncora do telejornal Repórter Brasil Tarde Luciana Barreto. Durante a conversa com a apresentadora Eliana Alves Cruz, a convidada fala sobre seu primeiro livro, “Discurso de ódio contra negros nas redes sociais”, lançado no ano passado pela Editora Pallas.

A obra é fruto do tema da pesquisa de mestrado de Luciana, conhecida pelo seu ativismo antirracista, e ganhou prefácio assinado pela jornalista Flávia Oliveira. A dissertação tem por objetivo documentar o racismo nas redes sociais e apresentar ferramentas de combate ao ódio, através de um novo contrato social.

O livro começa com uma contextualização sobre a escravidão no Brasil, o processo de abolição e o mito da democracia racial, como forma de explicar as condições pré-existentes que permitiram que o ódio contra negros se instalasse no país. Em seguida, a autora aborda os ataques de haters em redes sociais e o perfil dos alvos preferenciais deste discurso: mulheres negras, com curso superior, como a própria Luciana.

A convidada desta edição do Trilha de Letras está entre os 50 mais admirados jornalistas negros e negras do Brasil. Mestre em relações étnico-raciais, Luciana Barreto ganhou o Prêmio Nacional de Jornalismo Abdias Nascimento em 2012, pelo programa da TV Brasil “Caminhos da Reportagem – Negros no Brasil: brilho e invisibilidade”. Em 2021, foi reconhecida como uma das 100 Pessoas Mais Influentes de Descendência Africana (Mipad) na categoria Mídia pela ONU.

Ainda durante o programa de quarta, no quadro “Dando a Letra”, espaço que traz sugestões de leitura, o booktuber Patrick Torres indica o livro “Colonização, Quilombos”, do escritor piauiense Antônio Bispo dos Santos. A obra traz a visão das comunidades de negros que se rebelaram contra a violência do regime escravo e se tornaram historicamente um símbolo maior da luta dos povos do Novo Mundo contra a escravidão e o racismo e pela afirmação de comunidades auto-sustentáveis.


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