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O Globoplay lançou neste sábado, dia 28, dois episódios inéditos de “Marielle, o documentário”, com os desdobramentos finais de um dos crimes mais emblemáticos do país. Oito anos depois do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro, os mandantes foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, dia 25. Produzido pelo Jornalismo da Globo ao longo dos últimos dois anos, os novos episódios aprofundam a investigação, reunindo novas informações e um retrato atualizado de todos os desdobramentos do caso desde o lançamento da série original, em 2020. A equipe revisita etapas decisivas da apuração, reconstrói movimentos importantes da investigação e contextualiza os avanços que marcaram esse período.
“Foi uma investigação complexa, mas tivemos o cuidado de contar o seu desfecho de forma acessível para todos. Quem acompanhou os primeiros episódios vai ter contato com detalhes inéditos: os policiais federais e as primeiras promotoras do caso raramente dão entrevista, mas falaram com nossa equipe”, explica Caio Cavechini, que dirigiu os seis primeiros episódios, lançados em 2020, e também os novos, agora com Eliane Scardovelli.
“Os dois novos episódios amarram a história da investigação, um compromisso que assumimos com o público lá em 2019 e que mantemos até hoje. Além disso, nossa opção foi sempre iluminar Marielle para além de sua figura como vereadora e como símbolo. Ela foi mulher, amiga, mãe, esposa, filha.”, diz Eliane, que também assina o roteiro dos novos episódios, como fez na série em 2020.
O sétimo episódio, intitulado “As Confissões”, se concentra no julgamento dos executores e narra o cerco dos investigadores até que Ronnie Lessa e Elcio Queiroz admitissem o crime. O oitavo episódio, chamado “Justiça”, registra o julgamento dos mandantes recém-concluído no STF, a partir da delação de Ronnie Lessa e dos caminhos acidentados da investigação policial, que também foi alvo do trabalho da Polícia Federal.
Nessa semana, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e o irmão, o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, Domingos Brazão; o delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa; Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe; e Ronald Paulo Alves Pereira, major da PM do Rio, foram julgados e condenados.
“O julgamento representa um marco na luta contra a impunidade no Brasil, porque puniu não somente aqueles que já estão atrás das grades, mas também expôs a corrupção policial de forma sistêmica. Como roteirista e, antes disso, como uma mulher preta periférica, tive o cuidado de manter vivos o legado, a memória e os debates que o caso Marielle despertou na sociedade”, diz Jennifer Dutra, que também assina o roteiro dos novos episódios.
Os novos episódios de “Marielle, o documentário” têm direção de Caio Cavechini e Eliane Scardovelli, que também assina o roteiro com Jennifer Dutra, coordenação de produção de Clarissa Cavalcanti, fotografia de Lucas Cerejo e produção de Andrey Frasson, Carolline Leite, Felipe Freire, Isabella Camargo, Leslie Leitão e Marco Antônio Martins. A produção executiva é de Fátima Baptista.
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