CINE MATILHA EXIBE DOIS DOCUMENTÁRIOS DA SALVATORE FILMES


 

MEMÓRIA SUFOCADA e MARCHA CEGA

terão sessões gratuitas na sala em São Paulo

A partir da próxima quinta (09), o CINE MATILHA exibirá dois longas da produtora Salvatore Filmes: MEMÓRIA SUFOCADA, que concorre na categoria de Melhor Montagem Longa-Metragem Documentário no prêmio ABC 2024, promovido pela Associação Brasileira de Cinematografia, e MARCHA CEGA, ambos dirigidos por Gabriel Di Giacomo Rocha. As sessões são gratuitas.

 

“Fiquei muito feliz com a possibilidade de exibir Marcha Cega e Memória Sufocada juntos. Os dois filmes buscam compreender a influência ideológica da ditadura na segurança pública e na sociedade brasileira e podem nos ajudar a entender as raízes da invasão ao Congresso”.

Em MEMÓRIA SUFOCADA, Giacomo resgata a história da ditadura no Brasil a partir de materiais disponíveis na internet e acessíveis a qualquer pessoa, e o longa contou com a primeira equipe de cinema a filmar dentro do DOI-CODI de São Paulo.

 

Em 2018, começamos a pensar na estrutura do documentário e os possíveis entrevistados. Porém, em 2020, chegou a Covid-19, e todos os planos de filmagem foram adiados. Mas mesmo com a pandemia, aconteciam manifestações bolsonaristas pedindo o fim da quarentena e até uma intervenção militar. As tensões democráticas causadas pelo discurso bélico de Bolsonaro eram diárias. Para completar, o cerco à cultura e a paralisação da Ancine acabaram com qualquer possibilidade de financiar o Memória Sufocada. Trancado em casa, decidi viabilizar o filme da única forma que era possível naquele momento. Usando somente imagens de arquivo que estivessem disponíveis na internet”, explica o diretor.

 

Já MARCHA CEGA, acompanha protestos que aconteceram na cidade de São Paulo entre 2013 e 2016, e registra a ação excessiva da Polícia Militar contra os manifestantes.

 

O Estado não permite que a sociedade participe de debates sobre a polícia. A gente, que no final das contas é a parte mais interessada, fica de fora dessa discussão. Por mais que existam pesquisas, estudos que apontem que grande parte dos policiais, cerca de 70%, é a favor da desmilitarização, parece que é proibido debater esse assunto. Há um grande interesse em se manter essa estrutura perversa na segurança pública porque ela atende a interesses de determinadas classes sociais e de setores do governo. Além disso, avalio que é importante as frentes mais progressistas assumirem protagonismo nessa discussão sobre segurança pública. Porque às vezes quando a gente vai conversar sobre polícia, quem é mais de esquerda, mais do campo progressista, manifestam uma certa ojeriza ao tema. “Ah, polícia é o inimigo”. Esse pensamento acaba jogando o debate para o lado mais conservador, que assume a dianteira da discussão.”, explica o diretor em entrevista.

 

MEMÓRIA SUFOCADA

Coronel Ustra (1932-2015) é o único militar condenado como torturador durante a ditadura. Hoje, ele é exaltado como um herói. Mas qual é a verdade? Por meio de buscas pela internet, o passado do Brasil vai sendo reconstruído e esbarra no presente.

MARCHA CEGA

Marcha Cega retrata a violenta repressão policial nas manifestações em São Paulo, que transformou as ruas da cidade em verdadeiros campos de batalha, deixando jornalistas cegos, estudantes feridos e dezenas de presos políticos.


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